Soporíferos
Os soporíferos favorecem a transição para um sono ligeiro, pelo que será mais fácil adormecer. No
entanto, têm a desvantagem de perturbar o ciclo de sono que se segue. Influencia negativamente
sobretudo as duas fases do sono que são essenciais para a qualidade do descanso nocturno: o sono
paradoxal e o sono profundo.
O sono paradoxal serve para refrescar a mente e processar as experiências vividas durante o dia.
A repressão (parcial) desta fase pode influenciar o nosso funcionamento psíquico. Além disso, os
soporíferos encurtam a duração do sono profundo, o qual nos permite sentirmo-nos descansados pela
manhã.
Cerca de um em cada dez adultos belgas toma um soporífero ou um tranquilizante por dia. As
mulheres tomam duas vezes mais benzodiazepinas do que os homens: estima-se que 17% de mulheres para
7% de homens.
De uma forma geral, aceita-se a ideia de que os soporíferos e os tranquilizantes funcionam
como uma solução temporária, para colmatar um período difícil por causa de perturbações súbitas e
breves do sono. Quer dizer que, na prática, só se pode tomar estes medicamentos continuamente no
máximo por duas semanas.
No entanto, esta recomendação não costuma ser seguida, já que a duração média de uso quotidiano
é de nada menos do que nove anos.
Relativamente ao uso prolongado, sobressai o facto de, tanto pacientes como médicos,
continuarem a prescrição quase automatica e tacitamente. Contudo, a norma em vigor diz que o
prolongamento da prescrição deve ser posta em causa e colocar-se a hipótese de um tratamento
alternativo.
Há três problemas principais provocados pelo uso prolongado
de soporíferos e tranquilizantes:
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